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Entre as 10 de pequeno porte de 2021, GTP+ conta planos e desafios

Saiba como o trabalho colaborativo e de base comunitária tem transformado a vida de pessoas vivendo com HIV 

Há mais de 20 anos, o  Grupo de Trabalho em Prevenção Posithivo (GTP +) atua por uma educação e saúde preventiva, cidadã e democrática. De pequeno porte, a organização foi destaque nessa categoria no Prêmio Melhores ONGs 2021. Conversamos com seu coordenador geral,  Wladimir Reis, sobre o trabalho, que vem transformando a realidade de milhares de pessoas vivendo com HIV. Boa leitura!

O que vocês acreditam que foi fundamental para que a sua ONG fosse destaque entre as de pequeno porte? Entre as muitas questões que desenvolvemos, uma a qual muito nos orgulhamos é o trabalho colaborativo. Sem dúvidas, diante dos nossos desafios e limites, ter uma equipe com capacidade técnica, experiência de causas e disposta a contribuir coletivamente um com o trabalho do outro, nos permitiu receber esse destaque entre as organizações de pequeno porte.

Quais são os principais desafios locais e como a sua organização contribui para minimizá-los? A principal cidade de atuação a qual atuamos enquanto organização é o Recife. Uma das capitais brasileiras mais desiguais do Brasil E também uma das capitais do Brasil, a maior do Nordeste, com maior número de pessoas que morrem em decorrência da AIDS. Todas essas condições produzem diversos desafios, do ponto de vista das demandas e também da complexidade destas. Entretanto, uma das grandes potências nossas enquanto organização, é o fato de sermos uma instituição de base comunitária, onde grande parte de nossos colaboradores viveram e vivem parte das problemáticas as quais nos debruçarmos enquanto trabalhadores. Nesse sentido, a educação e o diálogo entre pares tem sido uma ferramenta chave para enfrentarmos os desafios locais com os quais nos deparamos.

Como o Prêmio foi recebido aí e como ele tem feito diferença no trabalho? O prêmio para nós, foi um reforço positivo muito importante do trabalho que temos desenvolvido. Eles tem nos ajudado a potencializar nossas falas e referências públicas.

Qual é o maior sonho de vocês para 2022? O que já está sendo feito para conquistá-lo? Para 2022, esperamos ampliar e qualificar cada vez mais os atendimentos prestados à nossa população. Para isso, temos emergido em um processo de qualificação interna, com vista a nos permitir dar passos cada vez mais amplos.

O que os motiva a continuar o trabalho? Aquilo que mais nos motiva a continuar no trabalho é sabermos que contribuímos para a transformação da sociedade na medida em que também somos transformadas.

Foto: GTP+

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