Blog

5 vezes entre as melhores: Apae Anápolis esteve entre as 100 em todas as edições

Destaque de Goiás em 2021, ONG também foi duas vezes melhor do Centro-Oeste

2017, 2018, 2019, 2020, 2021, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Anápolis (Apae Anápolis) é uma das poucas que pode ostentar os selos das 5 edições do Prêmio Melhores ONGs. Há 51 anos eles trabalham em prol da pessoa com deficiência em Goiás e têm a excelência como meta constante. Nancy Barbosa, superintendente da Apae Anápolis, é a nossa entrevistada desta semana e conta alguns dos segredos para que a organização se mantenha como referência e esteja sempre no ranking.

O que vocês acreditam que foi fundamental para que a sua ONG fosse destaque no estado? A história da Apae Anápolis mudou desde que implantamos na década de 90 o teste do pezinho em Anápolis, pioneiro no estado de Goiás. De lá pra cá, não paramos de crescer graças ao compromisso dos pais, já que somos uma Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e do compromisso de nossos colaboradores e gestores, que sempre se sensibilizaram com as necessidades das pessoas que, sem recursos financeiros, só podiam recorrer a instituição. Conquistamos a confiança da sociedade com uma gestão transparente e eficiente e passamos a contar com doações de pessoas, empresas e com emendas parlamentares, para custear nosso atendimento pelo SUS, que sempre foi deficitário. Estamos investindo também no atendimento particular e conveniado, o qual também serve de receita para que mais pacientes sejam atendidos gratuitamente. O destaque desse ano foi fruto de um enorme esforço que tem sido reconhecido graças aos importantes resultados que tem proporcionado.

Quais são os principais desafios locais e como vocês acham que a sua organização contribui para minimizá-los? O desafio é sempre ampliar a gama de serviços e a quantidade de atendimentos. Como referência no Centro-Oeste, a APAE Anápolis não para de receber pacientes e existe uma fila para pleitear vagas. Então, nosso desafio é sempre captar mais recursos, recrutar mais profissionais e expandir nossa estrutura física, assim como obter recursos financeiros para cumprir esse papel, que ao ser feito, resgata a cidadania de milhares de pessoas.

Como o Prêmio foi recebido aí e como ele tem feito diferença no trabalho? O prêmio é o evento mais esperado do ano para a APAE Anápolis. Há cinco anos, quando o recebemos pela primeira vez, ficamos muito honrados e emocionados. A partir daí, buscar esse reconhecimento ano a ano passou a ser um estímulo para que todos os colaboradores dessem o seu melhor. E, quando chega o prêmio é uma grande comemoração para todos nós. Uma grande alegria. Só estando aqui para saber como isso tem reflexos positivos para a instituição. Sem falar na credibilidade junto à sociedade, que recebe a devida satisfação por ter contribuído e se sente motivada a continuar ajudando.

Qual é o maior sonho de vocês para 2022? O que já está sendo feito para conquistá-lo? Queremos o prêmio novamente. Claro. E já nos mobilizamos para isso. Também queremos ver o teste do pezinho ampliado funcionando. É uma promessa do Governo Federal que já virou lei e vai levar para o SUS o diagnóstico de mais de 50 doenças, quando atualmente esse diagnóstico gratuito é apenas de seis. Já possuímos todo o equipamento e oferecemos o teste ampliado de forma particular e conveniada. Mas nosso sonho é poder oferecer isso a toda a população.

O que os motiva a continuar o trabalho? Para realmente saber o que nos motiva é preciso ver os olhos da mãe, do pai, do paciente, se transformando do desespero à alegria, ao ver o progresso do tratamento. Isso é nossa motivação. E saber que temos a missão de proporcionar isso a cada vez mais pessoas.

Foto: Divulgação/ Apae Anápolis

Veja também: