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Educação, cidadania e longevidade: saiba como ONG promove esses pilares

Liga Solidária também está entre as 100 melhores de 2020 e é a última entrevistada dessa série do blog

A Liga Solidária atende, por ano, mais de 13 mil crianças, jovens, adultos e idosos em situação de alta vulnerabilidade social, em 9 programas que trabalham para resgatar a dignidade e fomentar a autonomia dessas pessoas. Em 2020, a organização também foi reconhecida como uma das 100 melhores ONGs do Brasil e quem responde às tradicionais perguntas do blog hoje é a Rosalu Queiroz, sua presidente voluntária. Boa leitura!

Qual é a história que deu origem à ONG? A Liga Solidária é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos com uma história longa, bonita e muito importante para São Paulo. Foi fundada em 10 de março de 1923 com o nome Liga das Senhoras Católicas de São Paulo e atuou significativamente nesses quase 100 anos de existência. Durante a Revolução de 1932, amparou órfãos, mutilados e viúvas e realizou ações inovadoras como a criação, em 1926, na região central de São Paulo, de um restaurante com preço popular, exclusivo para as funcionárias do comércio, numa época em que as mulheres não podiam frequentar restaurantes desacompanhadas. Em 2007, ganhou o nome Liga Solidária sem modificar sua missão: contribuir para a sociedade com ações socioeducativas que estimulam a dignidade e potencial transformador. Tornando pessoas protagonistas de suas próprias vidas e capazes de transformar o entorno.

Cerca de 90% da atuação social da Liga é realizada no complexo educacional Educandário Dom Duarte (EDD), situado na periferia do Jardim Educandário, distrito Raposo Tavares, município de São Paulo. Hoje, a Liga Solidária atende mais de 13 mil crianças, adolescentes, adultos e idosos em nove programas socioeducativos, executados a partir de quatro eixos (educação de qualidade, inclusão produtiva, vínculos comunitários e envelhecimento ativo) e quatro estratégias (serviços/atendimento direto; parcerias e articulações em rede; desenvolvimento comunitário; e articulação com políticas públicas). Por meio de convênios com a prefeitura de São Paulo, administra doze creches com 1.737 crianças na Primeira Infância. Além da região do Butantã, a Liga também desenvolve ações sociais em mais três bairros de São Paulo: Saúde, Rio Pequeno e Cidade Monções.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? A Liga Solidária é uma instituição sólida e transparente, com mais de 1200 colaboradores e o maior desafio de gestão, agora que estamos próximos do centenário, em 2023, é continuar atualizando e modernizando nossa estrutura para que essas características acompanhem as exigências dos novos tempos. Hoje, dispomos de uma ferramenta, o Centro de Serviços Compartilhados (CSC), criado para centralizar atividades, reduzir custos e aumentar a eficiência. Também conseguimos replicar para todos os colaboradores as melhores práticas de cada unidade da Liga.

E os planos? Já começamos a nos preparar para o centenário e nosso objetivo para o próximo ano é intensificar o trabalho social na cidade de São Paulo. Uma vez que vivemos em uma sociedade com desafios, desigualdade e o trabalho social se faz necessário, queremos que a Liga Solidária chegue aos 100 anos cada vez mais sintonizada com as necessidades da sociedade.

Conta pra gente o maior orgulho do trabalho ou uma história de voluntariado? Com a pandemia da Covid-19, por conta das medidas de segurança, muitas atividades da Liga tornaram-se virtuais, mas o cuidado com a população em situação de alta vulnerabilidade precisou continuar presencial e cada vez mais próximo, com a distribuição de cestas básicas, material de higiene e máscaras, até visitas a idosos com mobilidade reduzida. Em 2020, a Liga Solidária fez campanhas de arrecadação e distribuiu 27.199 cestas de alimentos e higiene e cartões de alimentação. Em 2021, além das cestas, a Liga passou a fornecer, por meio de parceria com a SMADS, marmitas diárias para famílias com alta vulnerabilidade. Foram distribuídas 38.898 marmitas no período de 19 de maio a 20 de agosto.

Fotos: Liga Solidária/Divulgação

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