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Adoção de boas práticas ajudou ONG a conquistar segurança, respeito e credibilidade

Entre as 100 melhores, Inec afirma que sustentabilidade é desafio constante e todas as ações são desenvolvidas com foco nessa meta. Saiba mais

Com foco no desenvolvimento sustentável de comunidades na região Nordeste do Brasil, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) atende, anualmente, cerca de 3,6 milhões de microempreendedores e agricultores familiares, com mais de 15 bilhões investidos em 2020. Todo esse impacto fez a organização constar ano passado na nossa famosa lista das 100 melhores do Brasil. Nosso entrevistado de hoje é o Rodrigo de Oliveira, que é Analista da Área Socioambiental do Inec e falou um pouco sobre a história e os planos para o trabalho. Boa leitura!

Qual a história que deu origem à ONG? A história do Inec remonta a 1993, quando os funcionários do Banco do Nordeste mobilizaram o Comitê de Ação da Cidadania para realizar ações emergenciais, como doações de cestas básicas, roupas e brinquedos, mobilização que se engajou na grande mobilização nacional contra a fome, a miséria e pela vida, encabeçada pelo sociólogo Betinho ao longo da década de 1990. Em 1996, o Inec foi formalizado como ONG e continuou a realizar, em comunidades rurais, projetos de organização comunitária e estímulo à caprinocultura, apicultura, entre outras. Em 1999, iniciamos o projeto Leitura e Cidadania, que promove acesso à leitura por meio de contações de histórias, oficinas e atividades culturais. Em 2003, fomos qualificados como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP). Neste mesmo ano, assinamos o primeiro Termo de Parceria com o Banco do Nordeste (BNB) para operacionalizar o Crediamigo, um programa de microcrédito e promoção da cidadania e do empreendedorismo nas cidades. Dois anos depois, lançamos, junto com o BNB sua versão rural, voltada para agricultores familiares: o Agroamigo. Ainda em 2003, lançamos também o projeto educacional Prosseguir, que se anuncia como cursinho pré-vestibular para jovens e adultos de comunidades urbanas e rurais, e que também estimulava (e estimula até hoje!) a participação cidadã dos estudantes em ações comunitárias nos territórios.

De lá para cá, muitas parcerias, aprendizados, ajustes no foco e amadurecimento institucional. Além dos programas de microcrédito, através de nossa área socioambiental, desenvolvemos projetos com foco na cultura, na educação, na tecnologia e no desenvolvimento comunitário, atendendo crianças, jovens e adultos por meio de ações que contribuem de forma significativa com o desenvolvimento de uma cultura local e regional sustentável, de acordo com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Atualmente, atuamos em todo o semiárido brasileiro e contamos com mais de sete mil colaboradores em todo o Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? E os planos para esse ano e próximo? Temos um desafio constante, a nossa sustentabilidade. Com foco nela, traçamos todas as nossas ações, seja no cuidado com as nossas pessoas, aliando produtividade à extrema responsabilidade com a saúde em tempos de pandemia, seja também por meio de avançada estrutura de governança e transparência. Adotamos as melhores práticas de mercado, o que tem nos trazido segurança, respeito e credibilidade de todos os públicos relacionados. Para o futuro, continuaremos com ações que aperfeiçoem processos e potencializem recursos, sempre voltados para a missão de promover cidadania e fomentar o desenvolvimento sustentável, por meio de programas socioambientais e de microfinanças.

Conta pra gente o maior orgulho do trabalho? Muito nos orgulha que, nesses 28 anos de existência, seguimos fiéis à nossa essência. Nascemos de um movimento de mobilização social de combate ao empobrecimento da população e à fome e, ao longo da nossa história, fomos avançando em nossas ações, criando tecnologias sociais para atender a missão de promover cidadania. Recentemente, com o cenário econômico de aumento da pobreza e aprofundamento da insegurança alimentar, agravado pela pandemia, voltamos a ter intensa atividade voltada para distribuição de alimentos. Ao mesmo tempo em que buscamos inovar em nossas tecnologias para seguir com os programas, destinamos energia e recursos para levar alimentos a mais de 470 mil famílias. Seja através de técnicas convencionais, como simples distribuição de gêneros, como também através de técnicas mais modernas de distribuição continuada e acompanhada de cartões alimentação, seguimos buscando sempre fazer mais por quem tem menos. É inspirador reunir quase 8 mil colaboradores empenhados nessas ações, em especial neste último um ano e meio tão atípico. Certamente este é um recorte histórico inesquecível para todos nós.

Foto: divulgação/ Inec

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