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Saiba mais sobre a representante brasileira do maior movimento juvenil do mundo

Escoteiros do Brasil está presente em todos os estados e é uma das 100 melhores ONGs do território nacional

Os Escoteiros do Brasil são a associação que representa, em território nacional, a Organização Mundial do Movimento Escoteiro, composta de 171 organizações nacionais oficialmente reconhecidas e regidas pela Constituição Mundial Escoteira. Ao todo, o Escotismo está presente em mais de 223 países e territórios e soma mais de 54 milhões de membros mundo afora, o que faz dele o maior movimento juvenil do mundo. No ano passado, os Escoteiros do Brasil foram reconhecidos pelo Prêmio Melhores ONGs como uma das 100 melhores organizações do terceiro setor do país. E o trabalho não para de dar frutos: este ano, atletas que fazem ou já fizeram parte do movimento participaram até das Olimpíadas de Tóquio e do Campeonato Mundial de Vela.

Quem responde às tradicionais perguntas do nosso blog hoje é a analista de comunicação da ONG, Diulia de Paulo Cardia, que nos contou sobre os planos e os desafios do trabalho, além das histórias que mais trazem orgulho. Boa leitura!

Qual é a história que deu origem à ONG? O Escotismo foi fundado por Robert Baden-Powell, em 1907, na Inglaterra. Apenas três anos mais tarde, em 1910, que os primeiros uniformes e acessórios escoteiros chegaram ao Brasil, por meio de militares que vinham de uma viagem na Europa e puderam acompanhar o enorme sucesso do escotismo inglês. O grupo logo se organizou para fundar a primeira associação escoteira, que deu origem aos Escoteiros do Brasil, chamada de Centro de Boys Scouts do Brasil, com sede no Rio de Janeiro. Rapidamente, o Movimento Escoteiro se espalhou por todo o território nacional, inicialmente com diversas associações independentes, até que, em 4 de novembro de 1924, foi criada a União dos Escoteiros do Brasil, hoje, somente Escoteiros do Brasil, acompanhando o desejo de Baden-Powell de ver o senso de unidade entre os diversos grupos escoteiros em cada país. Atualmente, a ONG está presente em todos os estados brasileiros e conta com a participação de milhares de crianças, adolescentes, jovens e adultos voluntários, que são parte de uma proposta educativa que pretende colaborar cotidianamente para a construção de um mundo melhor.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? Atualmente, nosso maior desafio é recuperar o contingente de associados, já que durante a pandemia muitos jovens e adultos não conseguiram seguir conosco. Desde março de 2020, adotamos um novo modo de fazer Escotismo que até então era desconhecido por todos: em casa e virtualmente. Em função do distanciamento social as Unidades Escoteiras Locais não poderem se reunir presencialmente, a criatividade foi peça fundamental para que os jovens continuassem a prática desse movimento centenário. Apesar dos obstáculos, reunimos milhares de escoteiros em eventos nacionais online, como uma grande demonstração da força e capacidade de renovação.

E os planos para esse ano e próximo? Agora, com a vacinação acelerada e atingindo cada vez mais pessoas em todo o país, muitos grupos escoteiros estão gradativamente retornando às atividades presenciais, seguindo todas as orientações dos órgãos de saúde e também os protocolos e medidas de segurança exigidas pelos Escoteiros do Brasil nesta retomada da vida escoteira ao ar livre. Nosso objetivo para 2022 é recuperar nosso ritmo de crescimento, para atingir cada vez mais crianças, adolescentes e jovens, dispostos a construírem um mundo melhor. Temos uma meta ambiciosa, mas possível de alcançarmos 200 mil associados até o final de 2023.

Conta pra gente o maior orgulho do trabalho ou uma história de voluntariado? Dentro do Escotismo, temos vários projetos de voluntariado e impacto social que valem a pena serem compartilhados. A nível nacional, recentemente unimos nossos associados em torno de uma causa que foi universal no último ano: o combate à pandemia. Idealizamos o projeto “Escoteiros contra a Covid” em que arrecadamos mais de R$13mil reais destinados à Cruz Vermelha Brasileira, ação que impactou diretamente o atendimento a urgências humanitárias. Similar a esse projeto, também enviamos ajuda em forma de doações à população libanesa, quando houve a explosão no porto de Beirute há alguns meses.

De maneira geral, o Escotismo busca ser uma ferramenta de transformação na vida das pessoas, sejam elas escoteiras ou não. Mas sem dúvidas, as histórias que mais nos trazem orgulho são as de jovens que adquiriram novas habilidades dentro do Movimento, através do programa educativo que aplicamos, e se destacam em suas áreas de interesse. É o caso das escoteiras Laís e Vitória que participam de grupos escoteiros da modalidade do mar, tiveram contato com esportes marítimos e este ano competiram no Mundial Feminino de Vela. Felizmente, essa é uma história que se repete em várias áreas profissionais e para nós é sempre um orgulho.

Foto: divulgação/ Escoteiros do Brasil

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