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Banco da Providência conseguiu aumentar em 60% seu número de beneficiários em 2021. Saiba como

Cultura de gestão focada em resultados ajudou uma das 100 melhores ONGs do Brasil a expandir atendimento, mesmo com incertezas da pandemia

O Banco da Providência é uma organização social sem fins lucrativos que há 61 anos trabalha para contribuir na redução da desigualdade social e colaborar para a defesa dos direitos de jovens, adultos e famílias que vivem em situação de pobreza extrema na cidade do Rio de Janeiro, através dos projetos de capacitação profissional e geração de renda. Pelo quarto ano consecutivo, a organização é uma das 100 Melhores ONGs do Brasil, uma referência em sua área de atuação. Conversamos com a superintendente, Clarice Linhares, sobre a história desse trabalho. Ela contou como eles conseguiram crescer mesmo em meio a um ano com tantos desafios. Boa leitura!

Qual é a história que deu origem à ONG? O Banco da Providência foi fundado por Dom Helder Câmara que, na época, era bispo da Arquidiocese do Rio de Janeiro. Ele tinha um perfil bastante articulador, fazia a ponte entre as pessoas que viviam com altas vulnerabilidades, o poder público e as empresas. Sempre militou na área dos direitos humanos, questionando as causas da pobreza e a falta de acesso aos direitos mais básicos em nosso país. Na época da ditadura, foi bastante silenciado e chegou a ser indicado mais de uma vez ao Nobel da Paz, mas o governo não permitiu que fosse escolhido. Em 1959, pessoas da sociedade civil e a Igreja Católica se juntaram para organizar esse trabalho que Dom Helder já fazia de forma espontânea com foco no acesso a direitos e assim surgiu o Banco da Providência. A Instituição recebeu o nome de “Banco” pois naquela época a população em situação vulnerável não tinha acesso aos bancos do sistema financeiro. Assim nasceu o Banco da Providência, com a missão de contribuir para uma sociedade igualitária, em que mesmos os mais sem oportunidades tivessem “um banco” para chamar de seu!

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? E os planos para esse ano e próximo? Sem dúvida nosso grande desafio tem sido lidar com as incertezas causadas pela pandemia e, junto a isso, o aumento enorme do número de pessoas que demandam formação para gerar renda de forma sustentável. Nossa cultura de gestão focada em resultados tem contribuído muito com a superação desse momento difícil e, com muita criatividade e comprometimento, conseguimos aumentar em 60% o número de beneficiários em 2021. Também iniciamos nosso Programa de Expansão, formando 20 ONGs de todas as regiões do Brasil em nossa metodologia e participando da formulação da política pública de inclusão produtiva do Governo de São Paulo.

Conta pra gente o maior orgulho do trabalho ou uma história de voluntariado? Temos um grande orgulho de mantermos a missão que inspirou Dom Helder quando criou o Banco da Providência há mais de 60 anos atrás, mas acompanhando as enormes mudanças da sociedade. Trabalhar com as pessoas que vivem em condições de altas vulnerabilidades em um dos países mais desiguais do mundo é um enorme desafio e continuarmos focados em contribuir com a redução dessa desigualdade, investindo em formação, é o que nos move.

Foto: Divulgação/ Banco da Providência

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