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CEPAC trabalha para transformar futuros em Barueri

Conheça os projetos que fazem da organização uma das 100 melhores do Brasil

“Participar e ser uma das Melhores ONGs tem sido muito importante para o nosso crescimento e impacto na comunidade”, começa Claudete Michelassi, mobilizadora de recursos da Associação para Proteção das Crianças e Adolescentes (Cepac). A organização, que tem três unidades básicas na cidade de Barueri, no interior de São Paulo, foi reconhecida, em 2020, como uma das 100 melhores ONGs do Brasil.

Desde 1993, a organização atende crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade social, contribuindo para mudar o futuro de quem passa por lá. No texto de hoje, você vai conhecer um pouco mais sobre esse trabalho. Boa leitura!

Qual é a história que deu origem à ONG? A instituição foi fundada em 1993 por moradores de Alphaville que não concordavam com a situação de vulnerabilidade em que viviam algumas crianças da região. Oferecemos, inicialmente, o serviço de acolhimento institucional, mas com o passar dos anos, outras propostas foram agregadas ao projeto. A organização passou a atender também a comunidade em cursos e oficinas e, mais tarde, optou por fortalecer o trabalho com crianças e adolescentes da comunidade, com cursos profissionalizantes e programa de aprendizagem profissional, entre outros.

Em 2010, o Cepac assumiu o Serviço de Acolhimento Institucional Casa Glorinha, que acolhe crianças e adolescentes em situação de risco pessoal e social do município de Barueri. Os atendidos são encaminhados ao médico, à escola e aos cursos profissionalizantes para que o período de abrigamento seja produtivo e deixe também marcas positivas em suas vidas. A família também é trabalhada para que os laços de afeto se restabeleçam ou, pelo menos, não se percam. Em 2016, assumimos também o acolhimento institucional para adultos com deficiência.

Além dos acolhimentos, o Cepac desenvolve mais quatro projetos no serviço de convivência e fortalecimento de vínculos:
1. Semeando o futuro: atendemos 250 crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o objetivo de estimular a socialização e o estabelecimento de vínculos positivos através das oficinas, que também fortalecem o aprendizado formal de uma maneira lúdica.

2. Projeto Profissionalizante: atendemos 130 adolescentes de 15 a 17 anos, capacitando-os profissionalmente para inserção no mercado de trabalho.

3. #Eu Sou Protagonista: atendemos adolescentes de 15 a 17 anos, visando o estímulo ao protagonismo pessoal e social, a partir do fomento à reflexão e criação de projeto de vida, com ações progressivas e contextualizadas de acesso à cultura, ao esporte e ao lazer.

4. Programa Aprendiz Cidadão: atendemos jovens de 15 a 18 anos que foram encaminhados ao mundo do trabalho, auxiliando-os no desenvolvimento de habilidades e competências para a execução das atividades na função de aprendiz nas grandes empresas.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? E os planos para esse ano e próximo? Um dos grandes desafios da instituição é não conseguir atender a todos que nos procuram. Atualmente, temos uma lista de espera em todos os nossos programas, que já conta com mais de mil inscritos. Fica claro que necessitamos de um novo espaço e de mais parceiros e apoiadores para oferecer ainda mais um futuro de cara nova.

Conta pra gente o maior orgulho do trabalho ou uma história de voluntariado ou ação que fez a diferença? Recentemente, durante uma reunião de feedback com uma empresa parceira, que realizou simulações de entrevistas como ação de voluntariado, um dos voluntários fez um relato interessante. Ele conversava com um adolescente em vulnerabilidade e usou como exemplo o MCDonalds, para tentar aproximar-se da realidade, mas o adolescente nunca tinha ido a esse restaurante, o que para a maioria de nós é algo tão comum. Esse voluntário fez uma reflexão profunda sobre suas atitudes, percebendo seus privilégios e o quanto temos de avançar para reduzir a desigualdade.

O Programa de voluntariado da Cepac, além de qualificar os Serviços e Programas, por meio das diferentes experiências e conhecimentos trazidos pelos voluntários, funciona também como um instrumento de advocacy da causa. A partir das diferentes experiências, tentamos rever os espaços de privilégios e entender que a mudança que queremos no mundo – em especial, a redução das desigualdades – depende da ampliação da consciência coletiva de diversos atores.

Foto: Cepac/ Divulgação

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