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Trabalho de ONG é fundamental para desenvolver autoestima durante tratamento de câncer

Em 2020, ONG que distribui perucas para crianças e mulheres em tratamento teve trabalho reconhecido entre as 10 melhores de pequeno porte do Brasil

Mais de 298 mil cabelos já foram doados e quase 10 mil peruquinhas foram confeccionadas pela Cabelegria. Desde 2013, a ONG recebe doações de cabelos, transforma em perucas e doa para crianças e mulheres diagnosticadas com doenças que causam a queda dos cabelos. Eles sabem o quanto a autoestima pode fazer toda a diferença durante o tratamento de câncer e, por conta do impacto na vida dessas pessoas, a ONG foi reconhecida como uma das 10 melhores de pequeno porte na edição 2020 do Prêmio Melhores ONGs.

A Mariana Robrahn, uma das fundadoras da organização, conversou com a nossa repórter sobre os desafios e as histórias inspiradoras que motivam a continuação do trabalho.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? O maior desafio da gestão da Cabelegria é o time reduzido de pessoas envolvidas de forma integral, apesar dos envolvidos estarem sempre empenhados muitas vezes ficam sobrecarregados, o que acaba afetando algumas áreas direta e indiretamente.

Como estar entre as dez melhores ONGs de pequeno porte do Brasil ajudou a lidar com eles? Estar entre as dez melhores ONGs de pequeno porte do Brasil foi um sentimento incrível. Ser reconhecido por todo o trabalho, dedicação e carinho foi fundamental para a equipe sentir que todo o trabalho e dedicação valeu a pena. 

Tem uma história inspiradora sobre o trabalho de vocês que vale a pena contar? Muitas pessoas que passam pela Cabelegria possuem histórias inspiradoras, mas em especial uma história nos tocou muito e nos fez perceber a importância que uma peruca pode fazer no tratamento de um paciente. Quando em uma ação de entrega de perucas com o Banco de Perucas Móvel na Santa Casa de São Paulo, uma paciente entrou no “Vuc” aos prantos, dizendo que, em sua consulta com o oncologista, havia desistido de realizar o tratamento pois não queria ficar careca. Assim que ela saiu do hospital viu nosso caminhão rosa entregando perucas. Naquele momento percebemos o quão importante é para uma mulher a doação de uma peruca durante o tratamento quimioterápico. 

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