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Melhor de Assistência Social diz que Prêmio fortalece credibilidade junto aos doadores

Rede Cidadã já está na segunda fase da edição 2021 e espera manter reconhecimento

Desde 2012, a Rede Cidadã ajuda a criar soluções de geração de trabalho e renda para pessoas da base da pirâmide. Desde a sua fundação, a organização já inseriu mais de 88 mil pessoas no mercado de trabalho e, em 2020, se destacou como a melhor de Assistência Social no Prêmio Melhores ONGs.

A organização investe na formação técnica das pessoas atendidas, mas não só, também busca encontrar formas de resgatar seus sonhos. Ou seja, vida e trabalho andam juntos. Esse é um dos principais segredos do sucesso do trabalho, mas não é o único. A Consultora de Comunicação e Marketing na Rede, Luza Marinho, conversou com a gente e contou mais sobre isso. Ela também destacou como o reconhecimento do Prêmio tem ajudado.

Como foi a repercussão de ganhar o prêmio? Foi fantástico, uma alegria enorme tanto para nossa equipe, quanto para nossos parceiros, que também se sentiram parte dessa conquista.

Como comemoraram internamente? Nossa equipe se reuniu, cada um em sua casa, e celebrou durante a cerimônia. Foi fantástico, todos vibraram no grande grupo de WhatsApp que temos e, quando foi anunciado que ganhamos o primeiro lugar na categoria “Assistência Social”, foi uma gritaria só! Mesmo à distância, dava pra sentir a energia que emanava de todo mundo.

A premiação ajudou a captar recursos, voluntários, parcerias, reconhecimento da comunidade? Sim, ela tem ajudado. Não sabemos de casos de alguém que resolveu investir em nossos projetos especificamente por conta do Prêmio, mas ele sem dúvida fortalece nossa credibilidade junto aos doadores.

Quais são os planos para 2021? Já estamos na segunda fase, nos esforçando para melhorarmos ainda mais nossa colocação.

Como a pandemia tem afetado o trabalho de vocês? Ela acelerou algumas das intenções que tínhamos, como aumentar o número de nossas formações online, que hoje são 100% feitas à distância. A pandemia também nos obrigou a fazer alguns desligamentos, porém foram as demissões mais humanizadas que já fizemos. Alguns desses colaboradores, inclusive, já foram reintegrados e esse movimento todo foi feito com tanta transparência e amorosidade que conquistamos ainda mais o engajamento e o respeito da nossa equipe.

Que conselho vocês dariam para as organizações que concorreram e não ganharam? Peguem sua devolutiva, façam uma análise dela e perseverem em aplicar todas as melhorias possíveis. As conquistas são feitas passo a passo!

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? Nos propusemos o desafio de chegarmos a 200 cidades brasileiras até 2025 e já estamos trabalhando com muita dedicação para conseguirmos isso!

E o maior orgulho? Temos um profundo sentimento de dever cumprido e, por que não dizer, orgulho, por ver que nossas formações preparam pessoas para o trabalho e para a vida. A Rede Cidadã prima pela qualidade técnica de suas formações, mas vai muito além: nós promovemos o desenvolvimento socioemocional das pessoas, ensinando-as a cuidar de suas emoções e as colocarem a favor de seu próprio desenvolvimento. Não é à toa que nosso lema é “vida e trabalho, um só valor”.

Tem uma história de voluntariado ou ação que vale a pena contar? Temos inúmeros voluntários que foram usuários dos nossos programas e projetos e hoje nos apoiam como forma de retribuir aquilo que receberam. Além disso, é possível ver nas nossas redes sociais muitos depoimentos espontâneos de gratidão. Recentemente, recebemos a seguinte mensagem, uma de tantas que renovam nossas energias:

“No início de 2020, um ano tão conturbado, fui selecionado para o tão sonhado primeiro emprego. Infelizmente, fomos surpreendidos com essa nova doença, mas mesmo em um momento tão incerto, a Rede se comprometeu em ser o nosso ‘certo’, e mesmo de maneira remota nos mostrou que podemos contar com ela a todo momento. Conheci a Rede através do formulário de inscrição para o jovem aprendiz. Nestes 16 meses de contrato, conheci pessoas extraordinárias, que terei o prazer de levar para o resto da vida. Trabalhei e aprendi coisas que jamais iria aprender. Tenho tudo a agradecer à Rede e à gestora da unidade Diamantina (Ana), que com toda sua inteligência e afeto pode ver antes de mim mesmo que eu tenho vocação para direito público. Quem diria? O jovem que só queria trabalhar, agora quer ter doutorado! Estudar, crescer e ajudar aqueles que, como ele, só queriam uma chance. A Rede não muda a sociedade, ela nos muda, para que juntos, possamos mudar o mundo. Hoje tudo se encerra: não sou o mesmo que um dia foi desnorteado trabalhar. Hoje estou na faculdade, iniciando a jornada, para um dia ser a diferença na vida de alguém, como a Rede foi a minha.”

Foto: Rede Cidadã

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