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“Mais um reconhecimento de que estamos no caminho certo”, diz Casa Arte Vida

Organização foi reconhecida como uma das dez melhores de pequeno porte, categoria que estreou em 2020

A Casa Arte Vida é uma organização não governamental idealizada por um grupo de profissionais de diversas áreas, interessados em promover o desenvolvimento social, visando a erradicação da pobreza, através de iniciativas ligadas à educação de qualidade. No contraturno escolar, eles atendem crianças e adolescentes com atividades multidisciplinares e ainda oferecem apoio também para as suas famílias. O que eles querem é promover desenvolvimento social local por meio de ações complementares à educação escolar formal, ajudando a formar indivíduos socialmente responsáveis e críticos, comprometidos com a comunidade e a sociedade.

O trabalho foi reconhecido em 2020 pelo Prêmio Melhores ONGs e a organização ficou entre as dez melhores de pequeno porte, categoria nova criada para reconhecer também o trabalho de quem faz muito, com pouco. A entrevistada de hoje é Roberta Macedo, uma das educadoras do time da Casa Arte Vida. Ela contou para a nossa repórter como o prêmio ajudou nos desafios da organização e também uma história inspiradora, daquelas que fazem todo o trabalho valer a pena.

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? Nosso maior desafio sempre foi a captação de recursos. A pandemia trouxe a necessidade de focarmos na captação com maior urgência para que pudéssemos dar continuidade aos programas e projetos da ONG.

Como estar entre as dez melhores ONGs de pequeno porte do Brasil ajudou? A premiação Melhores ONGs, com o destaque de estarmos entre as dez melhores de pequeno porte, nos trouxe visibilidade e ainda mais credibilidade no trabalho realizado. Uma chancela dessas, que tem o foco para questões de governança e transparência, reflete diretamente nos resultados da captação de recursos. Mais um reconhecimento de que estamos no caminho certo, apesar de todas as dificuldades.

Tem uma história inspiradora sobre o trabalho de vocês que vale a pena contar? Temos um menino, o Marcelo Salles, que entrou na organização aos 4 anos de idade, em 2007. Marcelo é morador da comunidade e sua família apresentava situação de vulnerabilidade socioeconômica. Ele participou de todos os projetos de educação complementar desde então e há dois anos está como monitor de tecnologia dos projetos para crianças do ciclo de 4 à 12 anos. Em 2020, ele se destacou junto ao comitê de jovens da organização e mobilizou a construção de um novo projeto, desenhado especialmente para a faixa etária de 17 à 24 anos, focado em atividades de tecnologia e gamificação. Em 2021, o projeto foi contemplado com um patrocínio e está sendo realizado.

Assistir ao crescimento e formação de uma criança por 13 anos, acompanhando toda trajetória, com o monitoramento de indicadores específicos, nos ajudou a medir o impacto do trabalho em Educação de qualidade realizado nos projetos da ONG. Nosso objetivo principal é promover o desenvolvimento social local por meio de ações complementares à educação formal, auxiliando a formação de cidadãos socialmente responsáveis e críticos, comprometidos com a comunidade, com o meio ambiente e com a sociedade.

Foto: divulgação / registro do menino Marcelo durante sua formação na ONG

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