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“Quem é que não quer ser o melhor projeto esportivo do Brasil?”

Melhor ONG de Esporte de 2020 diz que reconhecimento motivou o trabalho da equipe

Com sede em Curitiba e núcleos em todas as regiões do país, o Instituto Futebol de Rua (FdR) é uma ONG que utiliza o esporte, a educação e a cultura como ferramentas para o desenvolvimento social. Em 2020, foi reconhecido como a melhor ONG de esporte do país, o que, segundo o seu diretor executivo, Alceu Natal Neto, legitima o trabalho, que começou lá em 2006 nas ruas de Heliópolis. Conversamos com ele sobre essa conquista e os desafios dessa metodologia de trabalho, na qual o Gol vale menos que o Drible e os alunos são os árbitros de seus próprios jogos.

Como foi a repercussão de ganhar o prêmio? Lembro que quando recebemos a notícia estávamos todos de home office, mas ficamos muito felizes. A movimentação nos grupos de WhatsApp foi imediata, muitas carinhas felizes e corações pelo reconhecimento de um trabalho que é realizado há quase 15 anos. Também fizemos uma chamada com todos os colaboradores para parabenizar uns aos outros e podermos comemorar juntos. O reconhecimento legitimou o trabalho do nosso time, que realmente se dedica e trabalha muito, mostrando que estamos no caminho certo. Logo após, veio a divulgação em nossas mídias sociais, que foi uma chuva de elogios e mais comemoração.

Como comemoraram internamente? Realizamos um encontro virtual com todos os colaboradores para informar sobre a premiação. Nesse momento, o Diretor Executivo do Instituto enalteceu o nosso ótimo trabalho ao longo de todos esses anos e disse que o crédito desse prêmio é de todos, desde aqueles que trabalham na limpeza ou na cozinha até a Presidência. Aqui ninguém é mais importante que o outro e por isso que ganhamos. Também abrimos um espaço para que nossos colaboradores pudessem se expressar em relação a premiação e recebemos ótimos depoimentos.

A premiação ajudou a captar recursos, voluntários, parcerias, reconhecimento da comunidade? Acredito que foi uma vitrine grande para o FdR, quem é que não quer ser o melhor projeto esportivo do Brasil ?! Estamos ainda avaliando essa repercussão, devido à pandemia, mas já até demos uma entrevista para o canal BandSports.

Como a pandemia tem afetado o trabalho de vocês? Atuamos em 22 cidades de 12 estados do Brasil e seguimos sempre as diretrizes das autoridades de saúde dessas localidades. Neste momento, todas as atividades presenciais estão suspensas, mas as adequamos ao sistema remoto. Estamos com aulas online, distribuímos um e-book de atividades para as crianças e jovens e temos reuniões periódicas com os pais e/ou responsáveis. Nos reinventamos.

Que conselho vocês dariam para as organizações que concorreram e não ganharam? Acreditem em sua metodologia de trabalho, executem, avaliem, corrijam, implementem e monitorem os resultados. Quando a organização tem uma visão ampla do projeto é possível aprimorar e desenvolver um excelente trabalho. Nesse processo, formar a equipe e acreditar nas pessoas faz toda a diferença. Um time engajado chega muito longe!

Qual é o maior desafio de gestão que vocês têm hoje? Usar a tecnologia e a inovação digital para ampliar nossas atividades para o maior número possível de cidades e crianças e jovens.

E o maior orgulho? Nossos colaboradores. São eles quem fazem os nossos projetos acontecerem diariamente, alcançando crianças e adolescentes em todo o Brasil.

Tem uma história de voluntariado ou ação que vale a pena contar? Temos sim, a campanha solidária “Virando o Jogo”. Em abril de 2020 detectamos a enorme dificuldade das famílias dos nossos alunos em ter o básico durante a pandemia, como produtos de alimentação, limpeza, higiene pessoal e máscaras apropriadas. Por isso, de abril até dezembro arrecadamos e distribuímos mais de 14 toneladas de alimentos, incluindo uma máscara em cada cesta básica distribuída. Essa campanha contou com o apoio de muitas empresas, patrocinadoras nossas ou não, de pessoas físicas, de shoppings, de entidades religiosas e muitas pessoas físicas. A propósito, agora em abril estamos lançando o projeto que ganhou o nome de “Virando o Jogo – 2º Tempo”.

Foto: divulgação

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